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A Educação e o Futuro Trabalho

A Educação e Seu Impacto no Futuro Trabalho

Tenho certeza que todos já ouviram ou fizeram esta pergunta, e não só uma única vez: O que você vai ser quando crescer? As respostas foram mudando com os anos… Quando eu fui questionado, tinha certeza da minha resposta: Quero ser engenheiro! Eu não tinha a mínima ideia do que fazia um engenheiro, mas naquele momento parecia a melhor escolha. Quando faço essa pergunta ao meu filho Bernardo, de 10 anos, a resposta é sempre uma surpresa: “Quero ser Youtuber!” “Também quero ter um restaurante e trabalhar com robôs!” “Fazer games também parece legal.” O que mudou da minha geração para a dele? 

A ideia de uma única profissão para toda a vida a muito tempo já não existe mais. E as novas gerações veem isso de forma bem clara. Temos cada vez mais opções. Quando “damos um Google” em as profissões do futuro (em português), obtemos aproximadamente 10 mil resultados. Uma infinidade de conceitos e tendências. Segundo o estudo Projetando 2030: uma visão dividida do futuro, encomendado pela Dell Technologies ao IFTF (Institute For The Future), que analisou os impactos das novas tecnologias até 2030. Pesquisa que contou com a participação de 3800 líderes de negócios de médias e grandes empresas em 17 países, incluindo o Brasil, estima que 85% dos trabalhos que existirão em 2030 serão novos. Mas o que existe de comum no perfil destes novos profissionais? E como prepará-los? Este é um grande desafio para a nossa educação e para nossa indústria. Esta última, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi responsável por 22% do PIB brasileiro em 2019. E figura como mola propulsora da inovação e tecnologia. Ou deveria… Embora o setor agrícola tenha ampliado seu espaço, destacando-se com resultados cada vez mais expressivos, conquistados com adoção de novas técnicas, tecnologia de ponta e claro, Educação. 

Com tantas mudanças acontecendo tão rápido, a educação e formação das pessoas precisa se adaptar. Assim como, o perfil de nossos estudantes e profissionais. Na verdade, essa divisão não existe mais. Todos somos estudantes em tempo integral. Se antes a graduação era suficiente, atualmente uma pós, um MBA e até mesmo mestrados acadêmicos e profissionais são cada vez mais exigidos. E nem sempre garantia de um lugar ao sol no mercado de trabalho. A educação formal também perde espaço para um novo modelo de aprendizagem mais dinâmica, variada e que permite a interação entre pessoas das mais diferentes regiões e países. Essa educação online também foi acelerada pelo momento que vivemos, onde o distanciamento físico fez com que todos se reinventassem. Mas o que isso impacta no nosso modelo atual de educação? A pesquisa The Global Learner Survey, da empresa de educação Pearson, publicada parcialmente pela Você RH (Edição de Fevereiro/Março de 2021), mapeou a relação das pessoas com a educação em diferentes países. Nos resultados do Brasil destacam-se: 

– 88% acreditam que a educação não termina na faculdade; 

– 84% buscam se reinventar e desenvolver novas habilidades; 

– 73% Enxergam a educação como um motor para a economia; 

– 67% Acreditam que nosso sistema de educação é falho; 

– E apenas 46% estudam por conta própria, buscando informações na internet ou em cursos. 

Algumas observações podem ser feitas nesses números. A primeira deixa claro o conceito de lifelong learning, ou seja, a educação continuada ao longo de toda a vida. Só desta forma nos manteremos atualizados e aptos para aprender a todo o momento. Outro ponto é que mesmo tendo críticas ao atual sistema de educação, não é a maioria que busca alternativas de aprendizado fora do sistema convencional. Precisamos de uma visão mais questionadora. Que busque o “porque”. E este perfil deve ser desenvolvido e estimulado através da curiosidade, colaboração e da auto-gestão de conhecimento. E é neste ponto que a escola tem uma importância fundamental. Construir, junto com a família e sociedade um perfil de cidadão que tenha autonomia para aprender. Estimulado por pequenas pílulas de conhecimento, ou microlearning, que não tornam as atividades chatas ou demoradas. A Gamificação para tornar o aprendizado divertido e estimular uma competição saudável. O conjunto de todas estas iniciativas irá contribuir para construção de um indivíduo com características indispensáveis para a vida e mercado de trabalho. E de longe, a mais importante competência que ditará nosso futuro será: Saber aprender, desaprender e reaprender. 

 

Autor: Rondinelli Juvencio

Autor: Rondinelli Juvencio

Rondinelli é gaúcho, torcedor do Grêmio e amante de esportes. Tem 40 anos. Casado, 3 filhos e adora aprender com eles. Engenheiro eletricista de formação. Algumas pós-graduações voltadas para áreas técnicas e um MBA em gestão de pessoas. Atualmente, aluno do mestrado de Engenharia de desenvolvimento sustentável na UFES. Já foi mergulhador da Marinha do Brasil e tem mais de 12 anos atuando em educação corporativa com foco no público técnico operacional. Durante os trabalhos desenvolvidos nessa área, destacam-se a formação de maquinistas para ferrovias em Moçambique e a formação de operadores para o terminal da Vale na Malásia.

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