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Taxonomia de Bloom

Criada em 1956, a Taxonomia de Bloom – ou também conhecida por Taxonomia dos Objetivos Educacionais – é utilizada para especificar os objetivos para qualquer que seja uma solução de aprendizagem, como palestra, aula, workshop ou treinamentos de aprendizagem corporativa.

Com a ajuda de uma comissão – liderada por Benjamim S. Bloom – foi elaborado uma estrutura baseada em três modelos, organizados hierarquicamente, classificando cada nível de acordo com sua complexidade e especificidade, dando clareza aos níveis de conhecimentos, podendo ser de cunho cognitivo, afetivo ou psicomotor.

Neste artigo, tenho como premissa o seu despertar, para que ao final desta leitura você seja capaz de:

1. Identificar os verbos corretos que deverão ser utilizados em suas aulas e palestras, contribuindo melhor para que os alunos aumentem significativamente a aprendizagem das matérias;

2. Implementar a Taxonomia de Bloom ao iniciar suas aulas, de modo que os alunos identifiquem os ganhos para apresentarem um maior engajamento nas ações de aprendizagem propostas pela grade curricular.

Pronto! Utilizei a taxonomia de Bloom e você nem deve ter percebido, mas seu cérebro sim, pois agora ele está orientado para percorrer uma instrução clara e precisa baseando-se em dois verbos: “Identificar”, utilizado no objetivo número 1 e “Implementar”, utilizado no objetivo número 2, que por sua vez complementa o primeiro, permitindo que você saiba quais serão os ganhos evidentes de aprendizagem, fazendo com que você se engaje ainda mais nesta leitura.

Segundo pesquisas de Bloom e toda sua equipe, a capacidade humana de aprendizagem difere de indivíduo para outro, pois a base desta diferenciação está relacionada ao nível de aprendizagem e abstração do conhecimento aprendido (BLOOM; HASTIN; MADAUS, 1971). Me recordo do tempo da minha vida escolar, onde tive um professor que lecionava sobre eletricidade, utilizava uma estratégica de ensino pouco efetiva, onde escrevia muito na lousa e pedia para que todos copiassem seu conteúdo, passava os cálculos em expressões prontas via retroprojetor, e sem ao menos informar para os alunos o motivo pelo qual estavam aprendendo sobre aquele assunto. Os resultados, ao final de cada aula deste professor, eram sempre os mesmos: alunos cansados e estressados pelo excesso de conteúdo descrito na lousa, aulas cansativas devido a explanação de mão única e exclusiva deste professor e sem atividades capazes de representar a teoria de forma mais prática. Será este o motivo de apenas dois ou três alunos conseguirem obter a nota considerada como elegível para aptidão? Acredito que, se as estratégicas didáticas deste professor, somadas a explanação inicial de suas aulas com o apoio da Taxonomia de Bloom, pudesse resultar em mais interesse e consequentemente mais engajamento dos alunos em aprender a matéria proposta, com foco no que seriam capazes de fazer, em quanto tempo, com qual performance dentro de suas capacidades.

Atualmente a taxonomia de Bloom possui seis categorias nos quais descrevo para você:

1. Conhecimento: engloba reconhecer e lembrar de fatos, termos, conceitos básicos ou perguntas sem necessariamente entender o que elas querem dizer;

2. Compreensão: consiste em demonstrar um entendimento de fatos e ideias, organizando, comparando, traduzindo, interpretando, descrevendo ideias principais;

3. Aplicação: abrange usar o conhecimento adquirido – resolução de problemas – em situações novas aplicando o que aprendeu;

4. Análise: consiste em examinar e dissecar a informação em partes, além de determinar como essas partes se relacionam; identificar motivos ou causas, fazer inferências e encontrar evidências para apoiar generalizações;

5. Síntese: engloba o construir uma estrutura ou caminho de elementos diversos. Também faz referência ao ato de juntar partes para formar um todo;

6. Avaliação: Envolve apresentar e defender opiniões, fazendo julgamento de valor sobre a informação, a validade das ideias ou qualidade do trabalho baseado em algum critério.

Bom, como você já pode conhecer e compreender um pouco mais sobre a Taxonomia de Bloom, quero lhe estender um convite: que tal deixar suas aulas e palestras mais focadas em resultados, assim você poderá contribuir para o engajamento e aprendizagem de seus alunos, criando um plano de aula que englobe novas opções estratégicas para sua didática e se precisar de uma força extra, conte comigo!

Autor: Gustavo de Lopes

Autor: Gustavo de Lopes

Administrador de Empresas com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas. Atuou por 15 anos em cargos de gestão e liderança em grandes instituições como SENAC, NEXTEL, Banco ABN AMRO, Santander e Plataforma de Negócios Itaú e desde 2002 atua como Educador Corporativo, desenvolvendo e facilitando experiências de aprendizagem significativas para empresas e universidades corporativas.

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